Cidades
13 Novembro de 2012 - 09:05 - por Derek Gustavo

Professores da rede estadual de ensino entram em greve nesta terça

Categoria luta por Plano de Cargos, Carreira e Salários

 
Foto: Tudo na Hora
Assembleia dos professores decidiu paralisar as atividades nesta terça

O ano de 2012 não está sendo fácil para a educação em Alagoas. Depois de as aulas demorarem a começar por conta de reformas intermináveis em algumas escolas, os professores da rede estadual de Alagoas iniciam uma paralização nesta terça-feira (13). Cerca de 12 mil servidores cruzarão os braços por tempo indeterminado. Espera-se que essa atitude pressione o governo a enviar à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria, para apreciação e aprovação dos deputados.

A categoria havia decidido pela greve em assembleia realizada na última quarta-feira (6). Negociações estavam sendo feitas com a Secretaria de Estado da Educação, mas como nenhum acordo foi fechado, os professores acharam por bem tomar a medida extrema de paralisar as atividades.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia, afirma que o PCCS já está pronto desde o dia 30 de julho, tendo sido elaborado por uma comissão formada pelo sindicato e pelo governo do estado. O plano em questão garantiria a valorização do trabalhador, tanto por tempo de serviço quanto por grau de escolaridade. Além do PCCS, a categoria reinvidica o pagamento do reajuste retroativo a maio de 2012 para o pessoal do apoio e do administrativo; a vigência do PCCS para o magistério, tanto os que estão na ativa quanto os que estão aposentados, e para os secretários escolares, definida para o ano que vem. A distribuição das sobras do Fundeb, por rateio, para o magistério ativo, conforme a lei  n° 11.494, de 20 de junho de 2007 também está entre as reivindicações.

A presidente do Sinteal afirma que ainda que o governo rateie a verba do Fundeb, algo em torno de R$ 81 milhões, não haverá ganho real para a categoria. Ela disse que o governo apresenta isso como um benefício, quando na verdade é um direito da categoria, previsto em lei.

O secretário da Educação do estado, Adriano Soares, havia se comprometido, no último dia 7, a implantar o PCCS do pessoal do administrativo. Contudo, isso não agradou ao Sinteal que, como dito anteriormente, quer o PCCS a todo os servidores, estejam eles na ativa ou não. O secretário da educação afirma que o estado não tem orçamento para implantar o PCSS da maneira como a categoria deseja. Ele disse nas redes sociais que o Sinteal sugeriu extinguir a Uneal e a Uncisal para que o PCCS pudesse sair do papel, o que, em sua opinião, é um absurdo, visto que ambas as instituições são de vital importância para o estado.

Nesta quarta-feira, 14, a categoria se reunirá novamente para definir a agenda da greve.

Estudantes demonstram apoio à paralização

Com a paralização, cerca de 340 escolas em todo o estado terão suas atividades interrompidas. Na tarde de ontem, 12 ocorreram manifestações de estudantes, em apoio à greve, no Benedito Bentes e no Cepa, em Maceió, onde os estudantes fecharam uma das vias da Avenida Fernandes Lima. Eles permaneceram lá por cerca de 10 minutos, e depois de negociação com a Polícia Militar, liberaram o tráfego.

Fonte: Correio de Alagoas

Comentarios:

  • joseja disse em 13 Nov 2012

    isso é ridiculo, os alunos vao se prejudicar com isso

  • Dante disse em 13 Nov 2012

    Fora Adriano Soares, ADVOGADO DO DIABO!!!!

  • jefferson disse em 19 Nov 2012

    Essa greve é muito ruim eu estou querendo estudar e não posso,espero que essa greve acabe logo!

  • Maria Betania de Farias Silva disse em 26 Mar 2014

    Està greve vai deixa asituação dos alunos mais complexa tanto no ensino quanto apredizado, mas fazer o que se o sistema tenta resolver os probemas desta formular ,vamos ver oque o resultado depois desta paralização.

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